Ver seu cachorro ou gato tendo uma convulsão é uma das cenas mais assustadoras para qualquer tutor – parece que o pet “tá morrendo” na sua frente. Respira fundo: você não está sozinho, e este guia foi feito para te ajudar a decidir quando esperar e quando correr para o veterinário.
Convulsões em cachorro e gato: quando esperar e quando correr?
De forma bem direta:
- Uma primeira convulsão em um cachorro ou gato é sempre motivo para ir ao veterinário o quanto antes, mesmo que ele “melhore” depois.
- Convulsão que dura mais de 3 a 5 minutos, ou quando o pet tem duas ou mais crises seguidas no mesmo dia, é urgência máxima: você deve correr para um hospital veterinário 24h.
- Se o pet não volta ao normal depois da crise (continua muito desorientado, caindo, sem enxergar, sem responder), também é motivo de atendimento de emergência.
Em resumo:
- Esperar: só enquanto a convulsão está acontecendo, para não colocar sua segurança e a do pet em risco – mas se for a primeira vez ou se houver algo diferente, não espere dias para buscar ajuda.
- Correr: se a crise estiver durando mais, se estiver se repetindo ou se houver qualquer sinal de que o cachorro ou gato não está bem depois.
A seguir, vamos detalhar tudo isso, explicar o que é uma convulsão, o que você pode fazer em casa, o que não deve fazer de jeito nenhum e quando a Clínica Veterinária ou hospital veterinário 24h é indispensável.
O que é convulsão, na prática?
Falando simples: convulsão é quando o cérebro do pet “entra em pane” por alguns instantes. Essa pane causa movimentos involuntários, perda de consciência e comportamentos estranhos.
Alguns sinais comuns de convulsão em cachorro e gato:
- Cai de lado de repente
- “Rema” com as patas, como se estivesse nadando
- Baba muito
- Pode urinar ou defecar sem querer
- Olhar “fixo”, sem responder
- Fica desorientado, trombando nos móveis depois da crise
Nem toda convulsão é igual. Algumas são bem claras (pet cai, treme, baba), outras são mais discretas, como:
- Tiques na cabeça
- Apertar os dentes
- Ficar “parado olhando pro nada”, sem reagir ao chamado
Por isso, se você pensa “meu cachorro tá estranho” ou “meu gato tá olhando pro nada e parece desconectado”, é importante comentar isso com o veterinário.
Quando a convulsão é emergência e você deve correr
Guarde essa lista. Ela ajuda na hora do desespero:
Corra para o veterinário / hospital veterinário 24h se:
- É a primeira convulsão da vida do seu cachorro ou gato.
- A crise dura mais de 3 a 5 minutos (olhe no relógio – na hora, parece eterno).
- Ele tem duas ou mais convulsões no mesmo dia ou crises muito próximas, sem voltar ao normal entre elas.
- O pet não acorda ou não reage depois da crise.
- Está com dificuldade para respirar, língua roxa ou muito pálida.
- Tem trauma associado (caiu da escada, bateu a cabeça, foi atropelado).
- É filhote, idoso ou tem outra doença (cardíaca, renal, hepática, diabetes, etc.).
- Você suspeita de envenenamento (chumbinho, veneno de rato, planta tóxica, produto de limpeza, remédio humano).
Nesses casos, a orientação é clara: hospital veterinário ou clínica com atendimento de emergência 24h, o mais rápido possível.
Quando é possível observar por algumas horas, mas ainda assim precisa de veterinário
É um cenário menos desesperador, mas ainda importante:
- Convulsão curta (menos de 1 ou 2 minutos).
- O pet levanta e volta a interagir depois de alguns minutos.
- Não há outros sinais graves (dificuldade de respirar, sangramentos, febre alta visível, inchaço diferente, etc.).
Nesses casos:
- Você pode se organizar para levar ao veterinário ainda no mesmo dia ou, no máximo, nas próximas horas.
- Não considere “normal” só porque “passou”. Convulsão nunca é normal.
O que fazer na hora da convulsão
Durante a crise, a prioridade é não se machucar e não deixar o pet se ferir.
Passo a passo durante a crise
- Mantenha a calma (o quanto der). Lembre-se: a maioria das convulsões dura menos de 2 minutos.
- Afastar objetos: tire cadeiras, móveis pontiagudos e qualquer coisa em que ele possa bater.
- Proteja a cabeça: se possível, coloque uma toalha ou cobertor sob a cabeça, sem segurar com força.
- Apague luzes fortes e reduza barulho: isso ajuda o cérebro a se acalmar depois da crise.
- Olhe o relógio: saber quanto tempo durou vai ajudar o veterinário a avaliar o risco.
- Se conseguir, grave um vídeo da crise. Isso é extremamente útil para o atendimento na clínica veterinária.
O que NÃO fazer (muito importante)
- NÃO coloque a mão na boca do cachorro ou gato. Eles não vão “engolir a língua”, mas podem morder sem querer, com muita força.
- NÃO ofereça água ou comida durante ou logo após a crise – há risco de engasgar.
- NÃO dê remédio humano (calmantes, anticonvulsivantes, analgésicos, nada).
- NÃO sacuda o pet, nem tente “acordar” aos gritos.
Logo depois da convulsão
É comum o pet ficar:
- Desorientado
- Andando em círculos
- Bate em paredes ou móveis
- Com muita sede ou fome
- Com medo, grudado em você
O que você pode fazer:
- Mantenha-o em um local silencioso e seguro.
- Deixe água disponível, mas não force.
- Observe até ele ficar mais normal e, em seguida, procure a clínica veterinária.
Por que os pets têm convulsão?
Existem várias causas possíveis. Entre as mais comuns em cachorro e gato estão:
- Epilepsia (doença em que o cérebro tem crises repetidas sem uma causa estrutural aparente).
- Doenças no fígado ou rins (quando órgãos não funcionam direito, as toxinas se acumulam e afetam o cérebro).
- Hipoglicemia (açúcar baixo no sangue), comum em filhotes, cães muito pequenos ou diabéticos.
- Intoxicações (venenos, medicamentos humanos, plantas, alimentos proibidos).
- Traumas (batida forte na cabeça, atropelamento, queda).
- Tumores cerebrais (mais comuns em pets idosos).
- Infecções que afetam o sistema nervoso.
Por isso é tão importante passar por avaliação em uma clínica veterinária ou hospital veterinário. Só o veterinário, com exame físico e exames complementares (sangue, imagem, etc.), consegue dizer o que está por trás da crise.
Convulsão em cachorro x convulsão em gato: tem diferença?
O mecanismo é parecido, mas o jeito de aparecer pode mudar.
Convulsão em cachorro
- É mais comum ver a convulsão clássica: cai, treme, baba, paddling com as patas.
- Raças como Poodle, Shih Tzu, Labrador, Golden Retriever, Border Collie podem ter maior predisposição à epilepsia.
- Muitos tutores relatam: “meu cachorro fica estranho antes da crise”, mais quieto ou grudado no tutor.
Convulsão em gato
- Gatos às vezes têm crises mais discretas, com:
- Movimentos repetitivos de boca
- Olhar fixo
- Patas mexendo de forma estranha
- Um gato convulsionando pode ficar muito assustado depois e até tentar arranhar ou morder por medo.
Em qualquer espécie, a regra é a mesma: teve convulsão, precisa de veterinário.
“Será que precisa de veterinário agora?” – avaliando a gravidade
Use essa espécie de “checklist mental” para decidir se é hora de correr para um atendimento de emergência 24h ou se é possível agendar nas próximas horas.
Sinais de alerta máximo (emergência)
Se a resposta for “sim” para qualquer um desses itens, é caso de hospital veterinário / clínica 24h agora:
- Convulsão durou mais de 3–5 minutos.
- Teve mais de uma convulsão no mesmo dia.
- O cachorro ou gato está muito mole, sem responder, ou não consegue ficar em pé depois da crise.
- Respiração ofegante, difícil, língua roxa ou pálida.
- Você suspeita de veneno, medicamento humano ou planta tóxica.
- Ele é filhote, idoso ou já tem doença séria diagnosticada.
Sinais de alerta moderado (precisa de consulta em breve)
- Foi uma convulsão rápida, mas a primeira vez.
- Ele parece bem depois, mas você está inseguro.
- Está com outro sintoma junto: vômito, diarreia, muito xixi, sede excessiva, andar estranho, perda de peso.
Nesses casos, não espere “semanas” para ver se melhora. Idealmente, leve no mesmo dia ou nas próximas horas.
Como o veterinário investiga convulsões
Na clínica veterinária ou hospital veterinário, o veterinário vai:
- Ouvir toda a história: como foi a crise, quanto tempo durou, se tem algo que desencadeia (som alto, susto, horário específico).
- Examinar o pet por completo (coração, respiração, temperatura, reflexos, mucosas).
- Pedir exames:
- Sangue – para ver fígado, rins, glicemia, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio).
- Imagem (em alguns casos) – raio-X, ultrassom, tomografia ou ressonância, dependendo da suspeita.
O objetivo é responder a duas perguntas principais:
- Foi mesmo convulsão?
- Se foi, qual a causa mais provável?
Tratamento: sempre vai tomar remédio pra convulsão?
Nem sempre. Depende da causa, da frequência e da gravidade das crises.
Quando costuma ser indicado remédio diário
- Quando o pet tem convulsões recorrentes (por exemplo, mais de uma crise por mês).
- Quando as crises são longas ou muito intensas.
- Quando há doença crônica associada, que predispõe a convulsões.
Esses remédios (anticonvulsivantes) são específicos para uso veterinário e exigem:
- Dosagem exata (nada de “ajustar por conta própria”).
- Horário certinho todo dia.
- Reavaliações periódicas com o veterinário, inclusive com exame de sangue para acompanhar efeitos no organismo.
Em algumas situações, o foco é tratar a doença de base (ajustar diabetes, tratar doença hepática, corrigir intoxicação), e a convulsão melhora ou desaparece.
Convulsão e qualidade de vida: seu pet pode viver bem?
Muitos tutores têm medo de que “convulsão significa fim da linha”. Na prática, com diagnóstico correto e tratamento adequado, muitos cães e gatos com epilepsia ou doenças controladas vivem anos com boa qualidade de vida.
O que faz diferença:
- Começar o tratamento cedo, sem ficar “esperando passar sozinho”.
- Fazer acompanhamento regular na clínica veterinária.
- Anotar as crises (data, horário, quanto durou, o que estava acontecendo antes).
- Seguir direitinho as orientações do veterinário da sua confiança.
Segundo instituições como o Royal Veterinary College (RVC, Reino Unido) e diretrizes citadas pela WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), cães com epilepsia idiopática (sem causa estrutural aparente) podem levar uma vida longa e estável quando o tratamento é bem acompanhado.
Como se preparar para uma possível nova crise
Se o seu cachorro ou gato já teve convulsão, é importante estar preparado:
- Tenha o contato do seu veterinário e de um hospital veterinário 24h de confiança salvo no celular.
- Combine com a clínica veterinária o que fazer se tiver outra crise (alguns casos exigem medicação de emergência prescrita).
- Deixe a casa o mais segura possível:
- Evite acesso a escadas sem proteção.
- Evite sacadas e janelas abertas sem tela.
- Retire objetos pontiagudos do caminho.
- Mantenha tudo que possa ser tóxico fora do alcance:
- Venenos, remédios humanos, produtos de limpeza, cigarro, álcool.
Convulsão e o papel da clínica veterinária em Maringá
Se você mora em Maringá ou região, é fundamental saber que existe atendimento de emergência 24h para essas situações. Convulsão não escolhe horário: pode acontecer de madrugada, em feriado ou no domingo à tarde.
Um hospital veterinário ou clínica veterinária 24h com estrutura completa consegue:
- Atender o pet imediatamente durante a crise ou logo após.
- Fazer exames na mesma hora, se necessário.
- Monitorar pressão, coração, temperatura e oxigenação.
- Internar o pet, se o caso for mais grave.
Ter um lugar de confiança, como a VetôPet em Maringá, diminui muito o desespero na hora: você sabe exatamente para onde ir e quem vai cuidar do seu cachorro ou gato.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Meu cachorro teve uma convulsão, mas agora está normal. Posso esperar pra ver se acontece de novo?
Não é o ideal. Mesmo que ele pareça bem, a primeira convulsão sempre merece avaliação veterinária. Pode ser algo simples, mas também pode ser o primeiro sinal de uma doença mais séria. Leve à clínica veterinária ou agende o quanto antes, de preferência no mesmo dia ou nas próximas horas.
2. Meu gato teve uma crise rápida e ficou olhando pro nada. Isso é convulsão?
Pode ser. Em gatos, muitas convulsões são discretas: pequenos espasmos, movimentos estranhos com boca ou patas, olhar fixo, comportamento repentino de pânico. Se isso aconteceu, tente filmar, anote horário e leve ao veterinário. Só com exame clínico e histórico o profissional vai conseguir dizer se foi convulsão ou outro problema neurológico ou comportamental.
3. Remédio humano para convulsão serve para cachorro ou gato?
Não. Muitos anticonvulsivantes humanos são tóxicos para pets, especialmente em doses erradas. Dar remédio por conta própria pode piorar o quadro, causar intoxicação grave ou até ser fatal. O tratamento sempre deve ser prescrito por veterinário, com dose, intervalo e tipo de medicamento adequados para o peso e a condição do seu pet.
4. Convulsão machuca o cérebro do meu pet?
Crises muito longas (acima de 5 minutos) ou muito frequentes podem, sim, prejudicar o cérebro e o corpo como um todo, por isso são consideradas emergência. Convulsões rápidas, bem controladas com tratamento, tendem a ter menos impacto a longo prazo. Justamente por isso o acompanhamento em clínica veterinária é tão importante: para reduzir frequência, duração e riscos.
5. Morando em Maringá, onde levar meu pet em caso de convulsão?
Em caso de convulsão, o ideal é procurar uma clínica veterinária ou hospital veterinário 24h em Maringá, com estrutura para emergência. A VetôPet oferece atendimento de emergência, exames e suporte completo para cachorro e gato, inclusive durante a madrugada, fins de semana e feriados.

Quando procurar ajuda agora
Se você leu até aqui é porque está preocupado – talvez seu cachorro ou gato já tenha tido alguma crise, ou você esteja com medo de isso acontecer.
Se ainda está na dúvida se deve esperar ou correr, leve em conta:
- Teve convulsão pela primeira vez? Não espere. Procure um veterinário.
- A crise foi longa, repetida ou seu pet não está bem depois? É atendimento de emergência 24h.
- Você está inseguro, com medo de acontecer de novo? Conversar com um profissional vai te trazer orientação, plano de ação e mais tranquilidade.
A VetôPet Clínica Veterinária 24h, em Maringá, está preparada para atender casos de convulsão em cachorro e gato com equipe experiente, estrutura de hospital veterinário e muito cuidado com seu pet – e com você, tutor, que também sofre junto.
Se precisar de orientação ou atendimento de emergência, você pode contar com a VetôPet, qualquer dia, qualquer horário.
Acesse: vetopet.com.br